Anos Incríveis: série deixou saudades & Almanacast | Almanaque 21

 Sobre Kevin, Winnie, Paul e outros dos nossos

Quando a voz estrondosa de Joe Cocker em “With little help from my friends”  se juntava a um vídeo antigo de uma típica família americana de subúrbio, já se sabia: era hora de uma das produções mais queridas da história da TV começar.

 “Anos Incríveis” deixou saudades


Kevin Arnold, personagem principal da série norte-americana que angariou uma porção grande de fãs pelo mundo, sintetizou, de alguma maneira, aventuras e descobertas que também  pertenciam a quem, ali na frente de um aparelho de televisão, fielmente o observava nas tardes dos anos 80 e 90.


   A série, que retratava um tanto dos anos de 1960 e 1970 dos Estados Unidos, foi reproduzida oficialmente  entre 1988 e 1993, mas continuou a reprisar nos anos seguintes pelo mundo, incluindo o Brasil, com passagens pela TV Cultura e na rede Bandeirantes, por exemplo.


Narrada de forma nostálgica  pelo personagem já adulto - e por vezes também junto a uma autocrítica irônica - a série trata da  infância e adolescência de Kevin  junto aos seus. Num certo subúrbio norte-americano estavam, entre outros, a vizinha e paixão Winnie Cooper; Paul Pfeiffer, o amigo fiel; o quase inacessível Jack, seu pai; a conciliadora mãe Norma; e ainda Wayne e Karen Arnold, os irmãos mais velhos. 


Anos Incríveis passeou por diversos ambientes: o contexto universal de uma família, com suas derrotas, angústias e pequenas vitórias; o notório ambiente politizado e bélico do período; o amadurecimento de seus personagens; e a narrativa crítica, por exemplo.


Vale destacar que "The Wonder Years" ainda se apoiou  na  riqueza musical forte daquela época, o que é uma das maiores sacadas da produção. Foi resguardada por uma trilha sonora impecável – tendo canções de Beatles, Stones, Joni Michel, Bob Dylan, Cocker e tantos outros grandes no apoio harmonioso.

A série rememora, entre erros e acertos de vida, num tom que constantemente desliza pelo hilário e o drama, a formação da identidade desses personagens frente a revoluções ideológicas e sentimentais - guerras contestadas, tribos que buscavam afirmação, o contexto sempre presente de um american dream: tudo, de uma forma bem elaborada, é exposto pelas memórias de um detalhista Kevin, que não refuga em anotar seus próprios deslizes ao longo de seu crescimento, o que torna a narrativa mais interessante e mais próxima do seu espectador.


   Diferentemente da maioria de outras produções do gênero, “Anos Incríveis” foi tomado quase como uma segunda formação pessoal por parte de seu público.  A série transcende ao simples ato de cultuar, ultrapassa os elementos ordinários de idolatria (que alocam fãs e ídolos em ambientações distintas); ela, na verdade, os reúne.


Quem recorda daqueles personagens – o que, a princípio, pode parecer um tanto inusitado àqueles que não acompanharam a série, – relembra de entes muito próximos, recorda de quase amigos, de quase amores, de pessoas, tempos e ambientes que foram - também - quase seus. E é por consequência desse afeto, insolitamente compartilhado, que as tais lembranças, contadas de forma tão nostálgica por Kevin Arnold, ainda hoje, num sentimento muito similar, remanescem muito bem abalizadas também entre os saudosos fãs da série.


"Anos incríveis" cairia muito bem em uma Netflix ou Amazon Prime, por exemplo. Quem sabe um dia desses.


Almanacast: confira o papo legal neste podcast que relembra a série



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